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30.4.15

Chamadas de novelas


Olá gente, hoje nós vamos falar das chamadas de novelas. Chamada é aquela propaganda do que vai acontecer na novela no próximo episódio, do que já aconteceu no episódio anterior e das famosas últimas semanas. Mas a chamada serve para muito mais que só "chamar", ela pode ser um medidor de audiência, um modo de linkar as antigas e novas novelas.

Bom, como já foi dito, as chamadas de novelas podem ser um medidor de audiência. "Mas comassin?" você pode perguntar. Eu explico e exemplifico: você percebeu o tanto de chamadas que a novela Babilônia está tendo? A novela não está nem na metade e já ouvimos chamadas do tipo "Descubra os segredos de fulano" ou "Veja as revelações de cicrano". O tipo de coisa que geralmente só ocorre no final das novelas. Pois bem, a partir do número alto de chamadas podemos pressupor que a novela está tendo pouca audiência. Suposição que já foi comprovada pelos dados do Ibope.

Logotipo da novela Babilônia
Além disso, algumas vezes no final de uma novela e começo de outra acaba se fazendo uma mesma chamada para as duas. Essa é uma boa maneira de apresentar a nova novela aos telespectadores da antiga novela, afinal eles já vão estar assistindo naquele horário. Outra chamada menos usada, mas que ocorre, é o apresentador de um programa fazer a chamada no meio ou ao final do programa. Por exemplo se ao final do Bom dia e Cia o apresentador disser "e não perca, hoje estréia a reapresentação da melhor novela de todos os tempos, A Ususpadora". Melhor novela meeesmo!! Linda! Diva!! Isso seria uma chamada de novela em um programa.

As chamadas de novela exploram pouco a internet, então dificilmente se vê uma ação de chamada apenas para internet, mas esse é um provável caminho a ser percorrido. A novela/minissérie "Malhação" já vem fazendo isso mas de outra forma. Eles fazem um vídeo de um dos atores fazendo uma pergunta e pedindo que as pessoas respondam via Twitter. E depois as respostas aparecem durante a novela no canto inferior da tela. Essa chamada foi feita por alguns meses nesse ano de 2015 mas depois cessou. Vamos esperar que venham novidade para essa área da internet.

Então é isso galera. Espero que tenham gostado e que o que foi dito sirva de alguma forma para a vida de vocês que isso que é importante. E não percam, logo logo teremos a primeira entrevista do Mais que mera coincidência. Aguardem! ;)

18.4.15

Transmídia em Cheias de Charme

Eae galera. Hoje vou conversar um pouco com vocês sobre a Transmídia na novela Cheias de Charme (2012).

Fazer com que o público ''mergulhe'' em produções audiovisuais é um sonho que qualquer produtor. Isso acontecia com mais facilidade antigamente. Casos de vilões de novelas sendo abordados com palavrões ou ameaças ou, até mesmo, agressões na vida real era algo bem mais comum. Ao aceitar o pape do antagonista, o ator já sabia o que aconteceria:
- Prepare-se para ser odiado.

Bem, esse não é o assunto da postagem de hoje, mas se quiser saber mais sobre isso dê uma checada aqui: http://www.mundodastribos.com/atores-que-ja-foram-agredidos-por-causa-dos-personagens-fotos.html. Talvez venha a ser uma postagem (?).
Enfim, com o passar do tempo, a imersão do público em novelas se tornou algo difícil, mas na novela Cheias de Charme foi utilizado um novo meio de produção que envolve interação e proporciona maior imersão para o público.  A Transmídia.

Mas o que é Transmídia? Bem, é basicamente a transmissão de uma mensagem ou história através de várias mídias. Por causa disso, assistir às telenovelas tornou-se uma experiência bem mais complexa, isso por causa também do avanço tecnológico. Hoje, é possível acompanhar as histórias através dos sites, de blogs, de fanpages, do Twitter, do Youtube, do Instagram, entre outros meios... Ufa.

A Transmídia (Narrativa-transmidiática) ocorre por meio de múltiplos canais de mídia,
cada um deles contribuindo de forma distinta para a compreensão do Universo 
narrativo.

Na Cheias de Charme, o trio musical da novela, as Empreguetes (Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal), compareceu a programas de auditório na vida real (Faustão, Esquenta, Encontro com a Fátima). Resumindo, personagens de novelas passaram a ser interpretadas na vida real. Isso somado aos websites (mais de 3 milhões de acessos), clipes não oficiais no Youtube (mais de 5 milhões de visualizações), blogs e até mesmo uma apresentação ao vivo no Criança Esperança fez com que a interação e a imersão na novela atingisse um outro nível. O sucesso pôde ser notado também a partir da grande quantidade de cover que os fãs fizeram do clipe ''Vida de Empreguete'' no Youtube, houve até competição para ver que fazia o melhor cover. Ainda, as Empreguetes vão até mesmo ter um filme (previsto para ser lançado nesse ano) e uma apresentação no Rock in Rio!

Saca só a apresentação delas no Criança Esperança:


As narrativas-transmidiáticas permitiram, também, que o público se transportassem, mesmo que por segundos, para o universo ficcional. E, também, permitiu que o grupo musical Empreguetes existisse no mundo real. Isso não é um fato isolado, também aconteceu com Rebelde (2004), Isa TKM (2008) e, em caso de filmes, High School Musical (2008).
Após a novela Cheias de Charme, pode-se notar que websites das novelas e páginas no Facebook se tornaram um pré-requisito. Caso a novela não possua alguma representação oficial na internet, os fãs se sentem desmotivados. Por isso, assistir televisão, nos tempos atuais, é algo que não fica só na televisão. O povo quer transmídia.

Espero que tenham gostado da postagem do dia! o// Não esqueçam de compartilhar e comentar :)) Até a próxima.

Fontes:
http://pucposcom-rj.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Patricia-Bieging.pdf
http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/91323-rock-in-rio-sera-cenario-para-filme-das-empreguetes.html
http://www.internetinnovation.com.br/blog/glossario/entenda-o-conceito-de-transmidia-e-a-cultura-da-convergencia/
http://www.sbgc.org.br/sbgc/blog/voce-sabe-que-e-transmidia

29.3.15

O Papel da Mulher

Hoje a mulher pode votar, se separar, trabalhar, ser mãe solteira, entre muitas outras coisas, nossas novelas também mostram hoje mulheres fazendo coisas que antes eram apenas "trabalhos masculinos", apesar de ainda causar estranheza, como era o caso do Pereirão da novela Fina Estampa, mas por que ainda estranhávamos isso?? Uma mulher trabalhar para sustentar os filhos é algo que vemos todos os dias, inclusive dentro das nossas casa, mas como crescemos escutando "isso não é coisa de menina" ou "isso não é coisa de menino" criamos certas barreiras que podem ou não ser quebradas ao decorrer do nosso amadurecimento. 



Houve muitos avanços que não podem ser negados, apesar de ainda existirem muitas limitações, por exemplo a mulher no exército não pode ser tornar general ou na vida religiosa uma madre não pode rezar uma missa, mas e a nossa sociedade? Ou melhor, e 

Entre 1981 e 1990 a quantidade de mulheres no mercado de trabalho só aumentava e chegou aos 23 milhões, sendo 18 milhões na cidade, mas que trabalho era esse ? Trabalhos que eram considerados femininos eram doméstica, secretária, professora, enfermeira (não médica), ou seja, trabalhos que eram considerados da natureza feminina, uma mulher com uma profissão de destaque era vista como masculinizada e os homens tratavam de a diminuir na sociedade, ou seja, no trabalho a mulher ainda tinha que seguir os valores cristãos e ser subordinada ao homem.

As novelas dificilmente criam as realidades em que se passam o enredo, elas criam as personagens e a vida delas se baseando na vida real da nossa sociedade, ou seja, aquele casal de velhinhas realmente existe, as pessoas gostando disso ou não, apesar de incorporar tendências emergentes, a TV costuma a se ater à um certo conservadorismo. Por isso, mesmo quando todos sabíamos que a família nuclear não era o único tipo de família, ainda víamos muitas novelas onde esse era o único tipo de família possível, mas com a mulher trabalhando fora, os casamentos não monogâmicos e a expansão do mercado, não era possível manter a família como sendo apenas um pai, uma mãe e seus filhos. Mas ainda tínhamos a mulher sempre sendo guiada pelo homem, ela era o dependente frágil, virginal, caso fosse boa, e promiscua e manipuladora caso fosse vilã, mas sempre tínhamos a superioridade do marido e a obediência da mulher, visto que a sociedade era composta em sua maioria em católicos, logo, nossas novelas não podiam retratar um casamento acabando, o divórcio ainda era um tabu forte e visto com maus olhos.

Mas e o adultério? Ele existia, obviamente era mostrado nas novelas, mas tem um ponto, se o homem que traía a mulher era por culpa dela e seguia sem punição, se a mulher que traia o homem, ela era punida e exposta na sociedade como promiscua entre outras coisas, mães solteiras também carregavam a culpa de estarem sós, geralmente causavam choque na família, principalmente aquelas que escondiam a paternidade, como era o caso da personagem Cíntia (Selva de Pedra), o casamento era um fator de ascensão social, era a parte mais importante da vida da mulher, era considerado uma coisa boa largar o emprego para virar dona de casa. Quando a mulher ganhava dinheiro com o próprio suor isso não era valorizado, bom mesmo era um marido rico.


A prostituição também existia nas novelas, mas a profissão mais velha do mundo era tratada com extremo moralismo, com exceção da personagem Quitéria (A Próxima Vítima), mas a sua vida profissional não era mostrada, ela era "pintada" como boa mãe, boa filha, logo era "perdoada", apesar de ter sido teoricamente punida por isso, quando o seu final feliz (casamento), literalmente explodiu, Tieta, dona de um bordel era respeitada também, mas isso se dava por seu poder econômico, não por ser realmente respeitada, sem mencionar que ainda vemos a mulher prostituta com olhos muito conservadores, ou a vemos como uma mulher sem opções ou como uma mulher promiscua, nas novelas, as mocinhas que foram imposta a essa vida (se eram mocinhas, muito difícil ter sido opção delas) estavam em busca de alguém (homem, casamento) que as tirasse daquela situação, quando estavam por opção, eram promiscuas, impuras, normalmente associadas ao vilão, como era o caso de Bebel (Paraíso Tropical). 


Com o tempo as novelas quebraram os esteriótipos de que só temos um amor na vida, na novela Salvador da Pátria, por exemplo, tem-se uma constante troca de parceiros, assim como foi introduzido casais homossexuais, tudo aos poucos, muito delicadamente, para não chocar demais o público, porque a novela não quer mostrar outra realidade se não aquela com que seu espectador se identifica, se vemos nas novelas valores sexistas e vemos mulheres se identificando com isso, podemos ver que nossa sociedade ensinou às mulheres e homens que isso era o certo, que era assim que devemos viver. O cotidiano feminino sempre esteve cercado de determinismos e limitações, a novela apenas põe a vista aquilo que vivemos todos os dias, mas deveria ela também educar as pessoas quanto ao que é preconceito e machismo? 

28.2.15

E a Radionovela?



Hoje vamos falar de algo que há muito tempo não vemos ouvimos : A radionovela.



Com certeza vocês já ouviram falar dela, principalmente quando se fala da época de ouro do rádio, que no Brasil se deu entre as décadas de 40 e 50, mas e hoje ? A radionovela foi praticamente extinta da programação das rádios a partir da década de 60, devido ao crescimento da televisão o rádio foi perdendo cada vez mais verba para a produção de suas novelas, que, consequentemente, foram rareando até chegarmos nos dias atuais, onde nós vemos pouquíssimas no rádio.

Em 1923 o rádio entrou no Brasil, era uma novidade muito cara, só as famílias mais ricas tinham acesso à ele, só quando o rádio se tornou mais acessível que as primeiras radionovelas, inspiradas em obras literárias, a primeira radionovela transmitida no Brasil foi Em Busca da Felicidade, que foi ao ar em 05 de junho de 1941 pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. 

Quem patrocinava as radionovelas eram anunciantes de produtos para o lar e produtos de beleza, visto que 69% do público era composto por mulheres, isso mudou bastante o modo como eram produzidos as novelas.



A introdução de mensagem publicitária 
provocou uma verdadeira metamorfose no veículo, que até então era erudito, instrutivo, “cultural”; parecia transformá-lo em popular órgão de lazer e diversão”.(TAVARES, 1999, p.55).








Com a popularização da radionovela mais rádios passaram a produzi-las e mais autores se tornaram conhecidos por seus trabalhos como Janete Clair e Ivani Ribeiro, aposto que você não sabia que elas começaram no rádio, mas um dos profissionais mais importantes era o que fazia a sonoplastia da novela, que tinha que ser feita ao vivo, então não podia dar nada errado, os atores podiam até errar uma fala, mas o sonoplasta errar o som era inadmissível, como se construiria a imagem na nossa cabeça se o som de chuva não parece de chuva? Pois é, não rola...



O fim vocês já imaginam, a produção das radionovelas era muito cara e com o surgimento da televisão os patrocínios migraram para lá e logo não tinham mais como produzir.

A radionovela sumiu aos poucos, mas suas histórias ganharam vida novamente na televisão, muitos atores e autores migraram do rádio para a televisão também e por fim a radionovela se transformou, hoje não a vemos escutamos da mesma forma que nossos pais ou avôs escutavam, normalmente podemos achar na internet para escutar online ou fazer download, produzido por estudantes e /ou profissionais que amam o meio radiofônico.

O fim da rádio novela nos faz pensar no fim da televisão, será que no futuro nossos netos vão ver novela apenas pela internet? Acho que não, mas teremos que esperar para ver.

7.2.15

Transtorno Mental nas telinhas + Mudanças.

E aí, pessoal? Beleza? Sei que demoramos... Algumas coisas ainda estão sendo ajeitadas e definidas... Mas, vamos direto ao assunto.

Sabemos que as novelas são consideradas um espelho da sociedade. Além de abordar de assuntos da forma padrão, “o que o povo quer ver", há um que é interessante levar em conta, o transtorno mental.

Bipolaridade, esquizofrenia, autismo, depressão... Falar desse tema é um pouco difícil, porém, as novelas (em especial, algumas) trataram da forma mais leve possível, alguns personagens chegaram a ser tornar parte principal das tramas e sendo muito bem aprovados pelo o público. Bom, alguns foram.
Seria tolice a minha não apresentar a vocês essas figuras que são e foram bem marcantes.


Salvador (Império, 2014)



O exemplo mais atual Salvador, o personagem presidiário e esquizofrênico que consegue expressar (extravasar, no caso) seus sentimentos através da pintura.

Tarso (Caminhos Das Índias, 2009)



Tarso, é de uma família desestruturada, um pai que o pressionava e ainda aguentava as futilidades da mãe, de acordo com a novela, ele acabou desenvolvendo assim a doença.

Tonho da Lua (Mulheres de Areia, 1993)



A segunda versão da novela nos apresenta Tonho, um deficiente mental que foi um personagem bastante aceito pelo público, por ser tão encantador, quem lembra? 

Linda (Amor à Vida, 2013)



Linda foi uma personagem autista que necessitava de muitos cuidados e atenção especial. Mostrava também suas limitações e suas crises... Até pintou um romance com um advogado, que tenta inseri-la na sociedade.

Pois é

Uma coisa importante: esses foram personagens que marcaram na época e/ou até hoje, mas não quer dizer que foi bem aceito pelo público. Um exemplo seria o caso da personagem Linda, que algumas pesquisas afirmaram que algumas mães que passam por isso com seus filhos, criticaram o jeito que foi abordado.

Achei uma matéria muito boa da Galileu. Eles entrevistaram uma psicóloga a respeito dessa personagem, confira aqui. Esclarece algumas coisas, achei interessante compartilhar com vocês.

É isso galera, eu espero que vocês tenham gostado. Até a próxima. :)

MUDANÇA MQMC: Mudou elenco e mudou o dia, cada um agora posta aos sábados, ou seja, SÁBADO É DIA DE POST. QUEM CURTIU? EU SIM :D


8.1.15

Novelas inspiradas em obras literárias

Sim, estamos de volta \o/. E digamos que esse recesso nos rendeu muita inspiração para conversarmos aqui ao longo desse ano novo, ok?

Falando em inspiração... Vocês viram que a Globo reprisou nessa semana a minissérie ''O Canto da Sereia''? Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de Nelson Motta. Essa intertextualidade entre obras literárias e audiovisual é comum desde os primórdios da televisão

E no caso da dramaturgia brasileira há vários exemplos dessa relação. Pois, veremos que muitos livros literários  são usados como fontes para enredos e personagens que carregam consigo seus valores e significados. Os quais mobilizam o processo de construção de identidade não apenas de leitores, mas também de telespectadores.



Mas, adaptar a obra de um livro para o formato de novela não é tão simples quanto parece, pois implica uma determinada adequação de conteúdo, seja pelo o horário de transmissão, pela adaptação da nova linguagem(audiovisual) do meio ou até por questões comerciais. Por exemplo, Nelson Rodrigues foi adaptado para o horário das seis: o romance “O Homem Proibido” virou novela em 1982. Mas o resultado final pouco teve a ver com o livro do “Anjo Pornográfico”, já que o horário quase nada permitia da obra do autor. Rapadura é doce, mas não é mole não

E lógico, há também uma série de exemplos de adaptações que funcionaram. Começando pelos romances do século XIX que tiveram destaque não só em forma de folhetim, mas também nas telas das televisões. Como a obra literária ''Senhora'' de José de Alencar ganhou versões dramatúrgicas em diferentes décadas devido seu sucesso. 

Já discutimos sobre a influência do público nas novelas aqui, certo? (Se não, confere aí). Levando em conta esse feedback positivo do público, a Rede Globo, que antes  não tinha uma faixa tradicional de novelas nas 18h, inaugurou em 1975 uma programação dominada por adaptações da literatura brasileira no horário. Entre 1975 e 1982 foi ao ar um total de vinte produções – a maioria de época.  Foi esse horário que revelou autores como Manoel Carlos e Ruy Barbosa. 

Vamos lembrar alguns desses sucessos que foram veiculados nesse período:
Helena 
Exibida em 1975,  estreou a série de adaptações de obras literárias brasileiras no horário das 18 horas.  A novela é uma adaptação do livro de Machado de Assis.  E também ganhou uma nova versão em 1987 na TV Manchete.


Senhora 
Foi o primeiro romance de José de Alencar adaptado a tramadurgia e também o que ganhou mais versões na telinha.  Sua primeira adaptação foi em 1953 na TV Paulista. Já a versão de Gilberto Braga foi ao ar na Rede Globo em 1975, sendo a primeira novela das 18h exibida em cores. 


A Moreninha 
A adaptação do livro de Joaquim Manuel de Macedo foi exibida entre 1975-1976.


O Feijão e o Sonho 
A história de Orgenes Lessa foi adaptada para televisão em 1976 e foi um grande sucesso. 

Escrava Isaura
A novela baseada na obra homônima de Bernardo Guimarães é o maior sucesso de adaptação da tv brasileira. Foi exibida em 1976 e em 2004 a Rede Record fez uma nova adaptação.


Maria Maria 
Baseada no romance “Maria Dusá” de Lindolfo Rocha, a novela foi ao ar em 1978.


A Sucessora 
O livro de Carolina Nabuco ganhou sua versão novelística entre 1978-1979.


Cabocla 
O romance de Ribeiro Couto ganhou sua adaptação para televisão em 1979 e teve um remake em 2004. 


Ciranda de pedra 
A adaptação da obra de Lygia Fagundes Telles foi exibida em 1971 e também teve seu remake em 2008.


Outras adaptações ao longo das décadas:



Éramos seis 
A Obra literária de Maria José Dupré teve sua primeira adaptação na Record em 1958, depois em 1977 na Tupi e em 1994 no SBT exibe a última e mais recente adaptação (também reprisada em 2001). História linda e comovente <3

As Minas de Prata
O Romance de Alencar fez bastante sucesso na TV Excelsior em 1966. E tornou-se base da novela 'A Padroeira'' exibida em 2001 na Globo.

O Morro dos Ventos Uivantes 
A adaptação do livro de TV Excelsior foi exibida em 1967 na extinta TV Excelsior.

Os miseráveis 
O clássico do escritor Victor Hugo ganhou uma versão novelística em 1967 na Rede Bandeirantes, época que a emissora apresentava suas primeiras novelas.

Meu Pé de Laranja Lima
A obra de José Mauro de Vasconcelo foi adaptada na TV Tupi em 1970 e Rede Bandeirantes em 1980, além de ser reprisada na Fox Live em 2006.

Gabriela, Cravo e Canela 
Obra de Jorge Amado ganhou uma adaptação na Rede Globo em 1975 e um remake em 2012. Jorge Amado e José de Alencar são recordistas pelo visto, hein?

Sinhazinha Flô 
Novela exibida na Rede Globo em 1977 foi inspiradas nos romances ''Til'', ''A Viuvinha'' e ''O Sertanejo''.

Memórias de Amor 
A novela foi exibida em 1979 na Rede Globo era baseada no livro "O Ateneu" de Raul Pompeia.

Sinhá Moça 
A obra literária de Maria Dezonne Pacheco Fernandes ganhou sua adaptação na Rede Globo em 1986 e um remake em 2006.

Tieta 
Baseada no livro “Tieta do Agreste'' de Jorge Amado, a novela deu grande audiência entre 1989-1990.

As Três Maria
Baseada no romance de Rachel de Queiroz foi exibida em 1980 na Globo.

Olhai os Lírios do Campo
Baseada no romance de Érico Veríssimo também foi exibida em 1980 na Globo.

Porto dos milagres
Novela exibida em 2001 na Globo era inspirada em duas obras de Jorge Amado: “Mar Morto” e “A Descoberta da América pelos Turcos”

O Cravo e a Rosa
Inspirada no texto teatral “A Megera Indomada” de William Shaskepeare, a adaptação de Walcyr Carrasco foi ao ar na Rede Globo entre 2000-2001 e reprisada em 2003 e 2013. PARA A NOSSA ALEGRIA <3

Essas Mulheres 
A novela exibida em 2005 na Record era baseada na junção de 3 obras de José de Alencar: ''Senhora'', ''Diva'' e ''Lucíola''.  

Poder Paralelo
Novela inspirada no livro Honra ou Vendetta de Silvio Lancellotti foi exibida em 2009 na Record.

Ufa, achei que não ia acabar nunca. 
A literatura realmente parece ser uma fonte inesgotável para as dramaturgias brasileiras, quanto mais pesquisamos, mais encontramos. E para analisar algo é importante primeiro conhecer sua origem. 

Beijos, até a próxima.

16.12.14

Datas Comemorativas em Novelas

Eae galera! Como estão? Espero que de férias e em clima das festas :3. O que eu acho que faz a maioria das pessoas perceberem que realmente já está no período das festas do fim de ano são as decorações nas ruas e também nas novelas (para quem acompanha), não é? As novelas normalmente acompanham o período do ano em que estão inseridas (até mesmo as novelas de época), ou seja, elas retratam Natal, Ano Novo e algumas até mesmo o Carnaval, caso elas estejam sendo transmitidas no período de cada uma da respectiva festa.
No período natalino, por exemplo, surgem árvores de natal na casa dos personagens e, também, decorações pela cidade.

Ceia natalina na novela Amor à Vida (2013)
Réveillon na novela Viver a Vida (2009/2010)
Carnaval na novela Felicidade (1992)

Bem, os autores normalmente não gostam de ter novelas nesses períodos, principalmente o do fim de ano, porque a audiência tende a cair, até porque muita gente está festejando ou viajando com familiares e amigos. Por isso, os dias das festas do fim de ano são consideradas as datas cruciais para os autores e para a emissora. Por outro lado, outro motivo da queda de audiência vem do fato de que os capítulos de Natal ou de Ano Novo tendem a não apresentar pontos cruciais da história. Esses episódios normalmente mostram apenas os personagens festejando as datas.

Contudo, o motivo para esses episódios não terem grande relevância é que, caso fossem apresentados pontos importantes da história, telespectadores assíduos poderiam reagir negativamente.
Quem não ficaria chateado se no dia 24 ou 31 de dezembro, à noite, o principal ponto da história de seu programa favorito (que só passa na TV) tivesse um grande desenvolvimento? Pelo menos muitas TVs tem a opção de gravar aquele episódio que você não vai poder ver por causa de algo maior. \o/

Mariana Ximenes e Murilo Benício em cena de
Carnaval na novela Chocolate com Pimenta (2004)
Natal na novela Viver a Vida (2009)

Patricia Bieging em um artigo fala sobre três pontos que são visados para maior envolvimento do público com a novela. Esses pontos são: Interação, imersão e participação. A Imersão, que acontece quando somos “transportados” para outros mundos sem sair do lugar, é o ponto valorizado no momento em que as novelas acompanham as datas comemorativas, pois isso proporciona identificação com o público. A identificação facilita a imersão.

Ary Fontoura e Tony Ramos na novela
Bebê a Bordo (1988)

Caso queiram relembrar algumas festas de Réveillon em novela deem uma checada nesse link:

Feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos vocês! :)

11.12.14

Chama o substituto.

E ai galera? Como tá as férias ?  Nada de AF hein?
Então, como vocês já sabem a Marjore Estiano vai substituir a Drica Moraes pois a última teve problemas de saúde, muita gente criticouachou surreal, disseram que não tinha uma cirurgia que fizesse isso acontecer, contudo dadas as circunstâncias o autor se desdobrou (o bixim ficou duas semanas sem dormir direito pra rescrever o roteiro) para fazer essa troca inusitada acontecer.

Àqueles que falaram ser surreal eu digo, novela é uma obra de ficção, não tem nenhum compromisso com a realidade, tá?

Sem falar que isso aconteceu muitas outras vezes na nossa telinha, por exemplo, no início da novela “Transas e Caretas” (1984), a personagem de Eva Wilma (a atriz foi envelhecida com maquiagem para viver uma senhorinha), fez uma plástica e reapareceu vinte anos mais nova, ou seja com a idade que a atriz tinha na época, nesse caso, não foi uma mudança drástica, já estava programado na novela.
Em 1968 tivemos duas trocas polêmicas, na novela "Passo dos Ventos" o ator Mario Lago foi preso por motivos políticos, como seu personagem era muito importante na trama então o próprio diretor, Régis Cardoso, o substituiu, detalhe, Régis só aparecia de costas. Já na novela "A Gata de Vison" o ator que vivia o mocinho o Tarcísio Meira estava insatisfeito com os rumos do seu personagem, acontece que a autora se apaixonou pelo vilão e esqueceu de dar destaque pro mocinho , chateado com isso Tarcísio disse: "Ou grava a minha morte essa semana, ou meu personagem pega o próximo trem e não volta!", seu pedido foi uma ordem pra autora, o capítulo terminou com Tarcísio entrando num trem e, no capítulo seguinte, é o ator Milton Rodrigues quem está em seu lugar, vivendo o mesmo personagem! (Essa Magadan é zuera, viu?)


Já em 1972 tivemos uma tragédia, quando o ator Sérgio Cardoso faleceu no meio da novela "O Primeiro Amor", em que era protagonista, então foi feita uma belíssima homenagem no momento em que o ator seria substituído pelo ator Leonardo Vilar, parou-se a novela e todo o elenco se reuniu no estúdio enquanto o ator Paulo José lia um texto explicando o acontecido e relembrando a trajetória do ator, então Leonardo é recebido recomeçando a última cena feita por Sérgio.
Mais recentemente, na novela "O Clone", quando a atriz Débora Falabella ficou doente foi substituída por sua irmã, Cynthia Falabella também é atriz e é muito parecida com a irmã, essa substituição foi por poucos capítulos, poucas pessoas repararam na mudança.


Mas se você acha que isso só acontece no Brasil está redondamente enganado. Por exemplo, durante a gravação da novela infantil "Carinha de Anjo" (amava essa novela ) em 2000, a atriz e cantora de tango Libertad Lamarque, que interpretava a madre superiora, veio a falecer, enquanto gravava cenas da novela a atriz começou a sentir fortes dores, o que não a impediu de terminar as cenas correspondentes àquele dia, só então se dirigiu ao hospital. A atriz foi substituída por Silvia Pinal.

Em outra novela infantil, "Cúmplices de um Resgate", em 2002, houve uma troca controversa, a atriz Belinda foi substituída quase no final da novela por pasmem Daniela Luján, os motivos alegados foram que Belinda saíra pois já tinha outros compromissos agendados, inclusive compromissos escolares, mas por debaixo dos panos dizem que foi porque os pais dela pediram mais dinheiro. Me lembro dessa troca e me lembro como fiquei chateada, porque eu era fã da Belinda.


O melhor eu deixo pro final, na novela " Hasta el Fín del Mundo", o ator e cantor Pedro Fernández, que interpreta o protagonista Salvador, estava passando por problemas pessoais e avisou que não poderia mais participar da trama, então foi dormir e sonhar com a sua amada, enquanto sonhava que a beijava foi substituído pelo ator David Zepeda, quando ele acordou, já era outra pessoa.

Enfim,além desses casos houve muitos outros, o que só prova que as novelas são obras abertas e que fatores externos, seja a aceitação do público seja problema com os atores, podem mudar muita coisa e cabe a cada autor saber como lidar com essas situações.