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30.4.15

Chamadas de novelas


Olá gente, hoje nós vamos falar das chamadas de novelas. Chamada é aquela propaganda do que vai acontecer na novela no próximo episódio, do que já aconteceu no episódio anterior e das famosas últimas semanas. Mas a chamada serve para muito mais que só "chamar", ela pode ser um medidor de audiência, um modo de linkar as antigas e novas novelas.

Bom, como já foi dito, as chamadas de novelas podem ser um medidor de audiência. "Mas comassin?" você pode perguntar. Eu explico e exemplifico: você percebeu o tanto de chamadas que a novela Babilônia está tendo? A novela não está nem na metade e já ouvimos chamadas do tipo "Descubra os segredos de fulano" ou "Veja as revelações de cicrano". O tipo de coisa que geralmente só ocorre no final das novelas. Pois bem, a partir do número alto de chamadas podemos pressupor que a novela está tendo pouca audiência. Suposição que já foi comprovada pelos dados do Ibope.

Logotipo da novela Babilônia
Além disso, algumas vezes no final de uma novela e começo de outra acaba se fazendo uma mesma chamada para as duas. Essa é uma boa maneira de apresentar a nova novela aos telespectadores da antiga novela, afinal eles já vão estar assistindo naquele horário. Outra chamada menos usada, mas que ocorre, é o apresentador de um programa fazer a chamada no meio ou ao final do programa. Por exemplo se ao final do Bom dia e Cia o apresentador disser "e não perca, hoje estréia a reapresentação da melhor novela de todos os tempos, A Ususpadora". Melhor novela meeesmo!! Linda! Diva!! Isso seria uma chamada de novela em um programa.

As chamadas de novela exploram pouco a internet, então dificilmente se vê uma ação de chamada apenas para internet, mas esse é um provável caminho a ser percorrido. A novela/minissérie "Malhação" já vem fazendo isso mas de outra forma. Eles fazem um vídeo de um dos atores fazendo uma pergunta e pedindo que as pessoas respondam via Twitter. E depois as respostas aparecem durante a novela no canto inferior da tela. Essa chamada foi feita por alguns meses nesse ano de 2015 mas depois cessou. Vamos esperar que venham novidade para essa área da internet.

Então é isso galera. Espero que tenham gostado e que o que foi dito sirva de alguma forma para a vida de vocês que isso que é importante. E não percam, logo logo teremos a primeira entrevista do Mais que mera coincidência. Aguardem! ;)

29.3.15

O Papel da Mulher

Hoje a mulher pode votar, se separar, trabalhar, ser mãe solteira, entre muitas outras coisas, nossas novelas também mostram hoje mulheres fazendo coisas que antes eram apenas "trabalhos masculinos", apesar de ainda causar estranheza, como era o caso do Pereirão da novela Fina Estampa, mas por que ainda estranhávamos isso?? Uma mulher trabalhar para sustentar os filhos é algo que vemos todos os dias, inclusive dentro das nossas casa, mas como crescemos escutando "isso não é coisa de menina" ou "isso não é coisa de menino" criamos certas barreiras que podem ou não ser quebradas ao decorrer do nosso amadurecimento. 



Houve muitos avanços que não podem ser negados, apesar de ainda existirem muitas limitações, por exemplo a mulher no exército não pode ser tornar general ou na vida religiosa uma madre não pode rezar uma missa, mas e a nossa sociedade? Ou melhor, e 

Entre 1981 e 1990 a quantidade de mulheres no mercado de trabalho só aumentava e chegou aos 23 milhões, sendo 18 milhões na cidade, mas que trabalho era esse ? Trabalhos que eram considerados femininos eram doméstica, secretária, professora, enfermeira (não médica), ou seja, trabalhos que eram considerados da natureza feminina, uma mulher com uma profissão de destaque era vista como masculinizada e os homens tratavam de a diminuir na sociedade, ou seja, no trabalho a mulher ainda tinha que seguir os valores cristãos e ser subordinada ao homem.

As novelas dificilmente criam as realidades em que se passam o enredo, elas criam as personagens e a vida delas se baseando na vida real da nossa sociedade, ou seja, aquele casal de velhinhas realmente existe, as pessoas gostando disso ou não, apesar de incorporar tendências emergentes, a TV costuma a se ater à um certo conservadorismo. Por isso, mesmo quando todos sabíamos que a família nuclear não era o único tipo de família, ainda víamos muitas novelas onde esse era o único tipo de família possível, mas com a mulher trabalhando fora, os casamentos não monogâmicos e a expansão do mercado, não era possível manter a família como sendo apenas um pai, uma mãe e seus filhos. Mas ainda tínhamos a mulher sempre sendo guiada pelo homem, ela era o dependente frágil, virginal, caso fosse boa, e promiscua e manipuladora caso fosse vilã, mas sempre tínhamos a superioridade do marido e a obediência da mulher, visto que a sociedade era composta em sua maioria em católicos, logo, nossas novelas não podiam retratar um casamento acabando, o divórcio ainda era um tabu forte e visto com maus olhos.

Mas e o adultério? Ele existia, obviamente era mostrado nas novelas, mas tem um ponto, se o homem que traía a mulher era por culpa dela e seguia sem punição, se a mulher que traia o homem, ela era punida e exposta na sociedade como promiscua entre outras coisas, mães solteiras também carregavam a culpa de estarem sós, geralmente causavam choque na família, principalmente aquelas que escondiam a paternidade, como era o caso da personagem Cíntia (Selva de Pedra), o casamento era um fator de ascensão social, era a parte mais importante da vida da mulher, era considerado uma coisa boa largar o emprego para virar dona de casa. Quando a mulher ganhava dinheiro com o próprio suor isso não era valorizado, bom mesmo era um marido rico.


A prostituição também existia nas novelas, mas a profissão mais velha do mundo era tratada com extremo moralismo, com exceção da personagem Quitéria (A Próxima Vítima), mas a sua vida profissional não era mostrada, ela era "pintada" como boa mãe, boa filha, logo era "perdoada", apesar de ter sido teoricamente punida por isso, quando o seu final feliz (casamento), literalmente explodiu, Tieta, dona de um bordel era respeitada também, mas isso se dava por seu poder econômico, não por ser realmente respeitada, sem mencionar que ainda vemos a mulher prostituta com olhos muito conservadores, ou a vemos como uma mulher sem opções ou como uma mulher promiscua, nas novelas, as mocinhas que foram imposta a essa vida (se eram mocinhas, muito difícil ter sido opção delas) estavam em busca de alguém (homem, casamento) que as tirasse daquela situação, quando estavam por opção, eram promiscuas, impuras, normalmente associadas ao vilão, como era o caso de Bebel (Paraíso Tropical). 


Com o tempo as novelas quebraram os esteriótipos de que só temos um amor na vida, na novela Salvador da Pátria, por exemplo, tem-se uma constante troca de parceiros, assim como foi introduzido casais homossexuais, tudo aos poucos, muito delicadamente, para não chocar demais o público, porque a novela não quer mostrar outra realidade se não aquela com que seu espectador se identifica, se vemos nas novelas valores sexistas e vemos mulheres se identificando com isso, podemos ver que nossa sociedade ensinou às mulheres e homens que isso era o certo, que era assim que devemos viver. O cotidiano feminino sempre esteve cercado de determinismos e limitações, a novela apenas põe a vista aquilo que vivemos todos os dias, mas deveria ela também educar as pessoas quanto ao que é preconceito e machismo? 

4.12.14

O poder do Merchandising

Olá galeria, 
O tema de hoje é bastante comum na vida de todos que assistem novelas: Merchandising.

Comprar um carro, ir ao supermercado, limpar a casa são tarefas que fazem parte do cotidiano de todos, porém cada vez mais tem feito parte também do dia-a-dia das novelas brasileiras. Isso ocorre por causa do Merchandising. 

Mas afinal de contas, O QUE É MERCHANDISING?

É toda citação ou aparição de uma determinada marca de produto ou serviço de maneira explícita ou implícita.

No vídeo abaixo segue um exemplo de merchan da marca da C&A.


                                                    
Vídeo também disponível nesse link: 

O merchandising dentro das novelas, principalmente as globais, é muito poderoso. Ele tem impacto muito maior sobre os telespectadores do que os comerciais, pois são os personagens que conquistam a atenção e despertam o desejo do público por determinado produto ou serviço.

                                                   


                                                   





Essa prática é bem lucrativa para as emissoras de TV, autores e atores, visto que um merchan no horário nobre da rede Globo, por exemplo, não saí por menos de R$500 mil.

Os merchandising inseridos em programas infantis segue uma regulamentação mais rígida, pois esse público não tem discernimento para diferenciar conteúdo de propaganda, fazendo que sejam influenciáveis mais facilmente. Um exemplo disso é o que ocorreu com o são que foi alvo de uma investigação em que o PROCON-SP entrou com um processo administrativo no valor de R$ 6 milhões por ter incluído um merchan de uma marca de chocolate e de um sabonete no folhetim infantil "Carrossel".

30.11.14

O processo de Recoleção em Zé Alfredo da Novela Império

Eae galera! Hoje vim abordar um assunto que é de ciência de todos, mas abordarei esse tema a partir do ponto de vista de uma Teoria.

Então, quem já voltou de viagem de alguma outra região ou algum interior com algum sotaque?

E quem já usou em seu vocabulário cotidiano expressões em inglês (Falar algo como Oh my god ou Whatever)?

Bem, mesmo que isso não tenha acontecido com você, com certeza você conhece alguém que se encaixa em alguma dessas situações não é?

Pois existe um estudo que aborda temas como esse, Culturas Híbridas de Néstor García Canclini. Nesse estudo, Canclini aponta três parâmetros que dizem respeito ao repertório cultural: Coleção, Descoleção e Recoleção. Eu irei exemplificar esses parâmetros a partir do personagem Zé Alfredo da novela Império.


Coleção – Esse primeiro parâmetro é definido como o repertório cultural que a pessoa já tem. No começo da novela Império, Zé Alfredo, procurando por melhores condições de vida, vai ao Rio de Janeiro. Nessa época ele tinha uma imagem: o modo de se vestir, o modo de falar e o modo de pensar e agir.


Zé Alfredo interpretado por Chay Suede,
na 1ª fase da novela Império.
Descoleção – A partir do desenrolar da história, o personagem Zé Alfredo fica rico, vai para a Europa e também se casa, ou seja, por tanta coisa ter mudado em rua vida, consequentemente a sua própria identidade teve mudanças. Zé Alfredo mudou muito em relação a sua identidade inicial. A descoleção retrata exatamente isso, a perda da coleção “original”.

Zé Alfredo, ainda na 1ª fase da novela,
muda o jeito de se vestir e portar
a partir do contato com outras culturas.

Recoleção – No final desse processo, Zé Alfredo mudou muito de quem era inicialmente na novela. Contudo, mesmo falando expressões em inglês e mudando muito o jeito de se vestir, ele possui traços da coleção anterior, ele ainda tem o seu sotaque, por exemplo. O último parâmetro, a recoleção é definida como a criação de uma nova coleção, que surge a partir de uma mistura de coleções.

O personagem na 2ª fase da novela Império é interpretado por Alexandre Nero.
Esse processo não acontece só uma vez, ele acontece também a partir do crescimento e envelhecimento de uma pessoa e, até mesmo, a partir de amizades, livros e filmes, por exemplo. Espero que vocês tenham gostado da postagem e que tenham conseguido visualizar essa teoria no cotidiano. Boas férias galera! :)

26.11.14

Publicidade Infantil, só mais um, mãe :3



Olá, caros sobreviventes de final de semestre o/ Hoje eu vim aqui falar de coisa boa, coisa bonita. Quem aqui já teve esse CD?


Eu era a Tati o/




















E esse? <3

Sim, eu já liguei pra rádio pedindo uma música desse CD que eu tinha
e escutava todos dias fazendo a coreografia .-.





















Pois é, as mães agradeceriam se parasse no CD, mas claro que não é o suficiente. São CDs, DVDs, bonecas, diários, roupas, sapatos, enfim. Tudo que puder envolver a novela e seus personagens. Acho que ao longo dos posts feitos aqui já ficou claro o quanto as novelas influenciam os adultos, agora imagine as crianças.

O que talvez você não saiba é a influência que as crianças tem na hora de decidir as compras do lar. Segundo o site da ESPN (mas não só ele porque há milhões de artigos sobre isso) quem pode estar sendo o consumidor são os adultos, os pais, as pessoas que pautam suas compras através dos desejos das crianças.


Crianças escolhendo alimentos em Supermercado.


Mãe dizendo "só mais um" hahah

“Só mais um, mãe”, “Quero o ovo de páscoa das Chiquititas pai”, “Vocês nunca me dão nada que eu quero”. Quem tem criança em casa com certeza já ouviu muito essas frases. (Eu já falei muito essas frases). A grande questão aqui é, no intervalo das novelas as propagandas divulgam produtos relacionados à novela influenciando a criança a querer, a criança obriga influencia os pais a comprar e, na maioria das vezes, os pais compram. Seja a partir dos CDs/DVDs lançados pela novela a até mesmo as roupas ou acessórios que as personagens usam.





E não são poucas as crianças que assistem a essas novelas infantis. Segundo o Ibope, 49 entre cada 100 crianças com idade entre 4 e 11 anos, que estão vendo TV, assistiam Carrossel (do SBT). O sucesso de Carrossel foi tão grande que em seguida lançaram um remake de Chiquititas. Esse remake possui 522 episódios confirmados!

Então é isso galera! (falar em galera, descobri hoje que galera era o nome que se dava ao conjunto de escravos negros que ficavam na parte inferior de um navio trabalhando nas máquinas, que aliás tinham em torno de 42°, praticamente um estágio pro inferno, o que eu tava falando mesmo?) Espero aprofundar sobre a Publicidade Infantil e algumas leis interessantes, mas esse assunto fica pra próxima. Então não deixem de acompanhar :)

13.11.14

Espiral do Silêncio

História da Espiral do Silêncio



Olá pessoas, hoje a gente vai dar uma espécie de continuação do meu último post que foi sobre a Teoria do Agendamento. E o assunto será: Espiral do silêncio! Essa é uma teoria criada pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann que diz que na sociedade há uma tendência de acompanhar a opinião da maioria das pessoas. Isso acontece porque essas pessoas tem medo de serem isoladas se forem contra a opinião pública.





Agora cuidado, não confunda opinião pública com a opinião da maioria das pessoas. "Comassin?" Ouço vozes me perguntando, hahaha. Bem, a opinião pública é aquela em que você não é preterido se falar em público, ou seja, pode falar a vontade. O que acontece é que geralmente essa opinião é a dos meios de comunicação, ou melhor, dos donos do meio de comunicação. E quem são esses seres que só ouvimos falar (menos o Silvio Santos, beijo Silvio)? Ora, eles são nossos tops da balada, a classe AA+++ Supra Plus. Ou seja, pra entender de pobreza só fazendo pesquisa (Tio Silvio tá de fora dessa também, se bem que eu acho que ele esqueceu, enfim).

Ok, agora chega de teoria, vamos para a prática. Qual das donas dessas cozinhas você acha que é mais feliz?

A)
Cozinha da D. Leocádia da Minissérie "Detetives do Prédio Azul"















B)
Cozinha da Carminha da Novela "Avenida Brasil"














Pois é, nas novelas - que são a "voz do povo", a riqueza é muito ligada a felicidade e é normal quando perguntam "Se você pudesse pedir uma coisa agora, o que seria?" a resposta ser "Ganhar na loteria.". Mas e se alguém responder: "Não, eu queria voltar pro meu interior e ter uma vendinha de esquina". Aí meu amigo, pode internar, certo? Errado. Mas é isso que acontece.

Certo, certo, entendemos tudo, e as novelas?
Nas novelas temos vários exemplos de situações que dizem que tabus tem que continuar tabu e ai de quem discordar.

Perséfone de "Amor à Vida" traz a opinião pública do gordo virgem.

Cacau de "Vidas em Jogo" perde a virgindade aos 15 anos e no
final da novela tem sua remissão casando.

Du de "Império" ao revelar que está grávida e pretende abortar ouve a seguinte frase do pai de seu companheiro:
"Nem que eu tenha que te colocar numa jaula, você vai ter esse filho".

Félix e Nico de "Amor à Vida"



Agora uma boa notícia: a opinião pública também muda! Homofobia e preconceito racial, que já foram coisa normal, hoje são crimes. E por isso algo como o Beijo Gay pôde acontecer..






Então é isso galera, espero que tenham gostado! Continuem acompanhando o blog, dê um joinha no vídeo, não, pera e podem esperar que tem muito mais vindo por aí. :)

8.11.14

A Influência do Público nas Novelas


Eae galera! A postagem de hoje pretende fazer vocês repensarem sobre interação do Público com as Novelas, ou talvez apenas confirmarem o que já sabiam.

É comum ouvir pessoas falarem "É só uma novela, não podemos mudar o que passa na TV", esse tipo de pensamento está relacionado com Teoria da Bala Mágica (um modelo de teoria de comunicação), que menciona um processo de comunicação linear, em que o Emissor (No nosso caso, a TV) envia a sua mensagem (Novela) e o Receptor (Público) apenas a recebe e a aceita, ou seja o receptor é passivo. Contudo, depois de diversos estudos notou-se que o receptor na verdade é ativo no processo, também, pois, a partir da recepção da mensagem, ele a assimilará à luz de suas experiências de vida e então produzirá uma resposta (ou feedback). Isso torna o processo de comunicação um ciclo. A mesma situação não é diferente com as novelas.

Um mapa conceitual reduzido do processo de comunicação como um ciclo
As interferências externas em uma novela são cada vez mais frequentes. Mariana Trigo, em uma reportagem para o site Terra de notícias, afirma que, os autores de novelas pensam em sua trama no começo, mas logo ela sofre alterações por influências do público, essa prática é desenvolvida pelas próprias emissoras. Por volta do capítulo 30 de uma produção são feitas pesquisas sobre a aceitação do público a partir de enquetes em blogs, sites ou até mesmo nas ruas, também são feitos grupos de discussão com o público. Depois dessas pesquisas, novas são realizadas por volta do capítulo 80. Isso não quer dizer que o autor vai fazer exatamente o que o público quer, até porque o público é bem heterogêneo o que torna uma tarefa praticamente impossível agradar a todos. Contudo, diversas ideias surgem de pesquisas com os telespectadores. Eu diria que é como um Brainstorm em que o autor e os telespectadores estão participando, mediado por pesquisas.

Um caso onde pode ser notada a influência do público nas novelas está em "Amor a Vida"(2013), o personagem Félix, antagonista, por seu carisma e bordões teve uma grande aceitação do público, então virou o foco da história, principalmente no final da trama (também um exemplo de fuga de clichês, em que o foco da história comumente se passa na vida do casal). Uma enquete do site da revista Caras apontou que 74% dos internautas torciam para que Félix se redimisse e tivesse um final feliz. O autor afirmou, em meio a tudo isso, que o destino do personagem é o desfecho principal da novela. Mateus Solano (a ator do personagem Félix) afirmou que estava pronto para ser odiado, por ser um vilão, mas no final acabou se mostrando outro.


Mateus Solano interpretou Félix em Amor a Vida (2013)

Outro exemplo de influência do público em novelas está no caso de "Mulheres Apaixonadas"(2003). A personagem Fernanda, vítima de bala perdida, mobilizou o país.

Manuel Carlos disse que mudou alguns pontos na novela:

"(...)No caso de "Mulheres Apaixonadas", a quantidade de pedidos para eu poupar a Fernanda foi enorme. Por causa disso a personagem teve uma sobrevida de mais 100 capítulos. Mas sua morte já está decidida."

Como pode ser notado, a personagem teve mais de 100 episódios a mais de vida do que o planejado, e isso aconteceu não só por causa dos telespectadores, mas também porque a prefeita do Rio de Janeiro da época, Rosa Garotinho, e o governador, César Maia, argumentaram que a morte da personagem iria denegrir a imagem do Rio de Janeiro, haja vista que Fernanda fora vítima de bala perdida na capital. Manuel Carlos ainda afirma que a novela é considerada uma obra aberta, ou seja, a participação, a aprovação ou rejeição por parte do público é contada para a obra conquistar a sua legitimidade. Para o autor, o processo criativo se alimenta a partir de dados da realidade que circunda o autor, diariamente.

As personagens Salete (Bruna Marquezine) e Fernanda
(Vanessa Gerbelli) de Mulheres Apaixonadas (2003)

Então, você agora tem uma outra concepção sobre a interação do Público e as Novelas? Deu para notar a força que o telespectador pode ter sobre o que é transmitido a ele? Espero que sim :D.

Não esqueçam de compartilhar o blog e comentar nas postagens o que você achou, até porque aqui também ocorre uma interação cíclica de emissor e receptor. xD

1.11.14

Um Sucesso Mexicano

Como uma telespectadora fiel das novelas mexicanas, principalmente na infância, nada mais justo que fazer um post sobre elas. 

Bom, é difícil ter uma explicação para tanto sucesso, mas é impossível não reconhecê-lo. Sempre presente na telinha brasileira, principalmente no SBT, as novelas mexicanas sempre marcaram altos pontos de audiência. Um exemplo disso é “Marimar”, que foi produzida no ano de 1994 e está sendo reprisada pela quinta vez, marcando 5 pontos de audiência. O mesmo aconteceu com “A Usurpadora” e “Rubi”, que bateram a Record e conseguiu incomodar a Globo.


Com o sucesso já comprovado, podemos identificar alguns motivos para tanto êxito: