13.5.14

Quando as novelas mudam de rumo

Para ter o telespectador como um aliado de audiência, a televisão oferece aquilo que eles desejam assistir. E para que o telespectador queira assistir, ele precisa se identificar com o que lhe é apresentado. Ou seja, não se trata uma mera coincidência, a ficção é planejada para ser verossímil com a realidade do seu público.

É por esse motivo que muitas vezes algumas novelas acabam seguindo um rumo diferente do que os autores tinham ideia de início. Quando o público não é convencido do enredo, não se identifica e consequentemente não se agrada. A obra, que é aberta começa, passa a sofrer influência dos palpites dos telespectadores.

Na novela Caminhos das Índias(2009), o romance dos protagonistas Maya e Bahuan, que viviam um amor proibido por castas, não cativou o público. O enredo ‘’Romeu e Julieta’’ ficou longe de envolver os telespectadores, revelando assim uma baixa audiência. Com isso, a autora começou a investir mais na outra ponta do triângulo, o personagem Raj, que teria um casamento arranjado com Maya. O que antes seria um drama para a protagonista, virou uma história de amor, dessa vez com aprovação dos espectadores.




Mas, essa teoria não é abastecida só de telenovelas recentes. Na novela Anastácia, a mulher sem destino, vinculada em 1967, os capítulos passavam e a novela continuava apresentando baixos índices de audiência. O autor Emiliano Queiroz entregou a obra para Janete Clair. Ela criou um terremoto que chacinou o elenco, poupando apenas quatro personagens, e fez a trama correr 20 anos para introduzir novos atores.



Não trata-se de ''manda quem pode, obedece quem tem juízo''. Agradar o público vai além disso. A televisão obedece para mandar.

Por: Giovanna Castro

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