Para ter o telespectador como um aliado de audiência, a televisão
oferece aquilo que eles desejam assistir. E para que o telespectador
queira assistir, ele precisa se identificar com o que lhe é apresentado.
Ou seja, não se trata uma mera coincidência, a ficção é
planejada para ser verossímil com a realidade do seu público.
É por esse motivo que muitas vezes algumas novelas acabam
seguindo um rumo diferente do que os autores tinham ideia de início.
Quando o público não é convencido do enredo, não se identifica e
consequentemente não se agrada. A obra, que é aberta começa, passa a
sofrer influência dos palpites dos telespectadores.
Na novela Caminhos das Índias(2009), o romance dos protagonistas Maya e
Bahuan, que viviam um amor proibido por castas, não cativou o público. O
enredo ‘’Romeu e Julieta’’ ficou longe de envolver os telespectadores,
revelando assim uma baixa audiência. Com isso, a autora começou a
investir mais na outra ponta do triângulo, o personagem Raj, que teria
um casamento arranjado com Maya. O que antes seria um drama para a
protagonista, virou uma história de amor, dessa vez com aprovação dos
espectadores.
Mas, essa teoria não é abastecida só de telenovelas
recentes. Na novela Anastácia, a mulher sem destino, vinculada em 1967,
os capítulos passavam e a novela continuava apresentando baixos índices
de audiência. O autor Emiliano Queiroz entregou a obra para Janete
Clair. Ela criou um terremoto que chacinou o elenco, poupando apenas
quatro personagens, e fez a trama correr 20 anos para introduzir novos
atores.
Não trata-se de ''manda quem pode, obedece
quem tem juízo''. Agradar o público vai além disso. A televisão obedece
para mandar.
Por: Giovanna Castro
Por: Giovanna Castro
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