Oi gente, e ai? Como tá esse fim de semestre pra vocês ?? lágrimas risos
Senta que lá vem história, hoje é um tema que ainda gera muita polêmica.
Então, essa semana tivemos o dia da consciência negra, logo eu achei que seria interessante abordar esse tema por aqui, claro que relacionando com as nossas queridas novelas. Zygmunt Bauman considera a identidade como algo a ser inventado e não descoberto, com o passar dos anos a representação da identidade negra nas telenovelas brasileiras mudou muito, principalmente porque nossa sociedade mudou o seu modo de ver, mas jamais poderíamos dizer que nossa sociedade não é mais racista.

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Em 1965 na TV Tupi, tivemos a novela "Cor da Pele, a primeira a tocar no assunto preconceito racial, a história de amor de Clotilde, uma mulata de olhos verdes, com o português Dudu, eles protagonizaram o primeiro beijo inter-racial na televisão, mas nem tudo são flores, a TV Globo em 1969 deu vários passos pra trás na novela "A Cabana do Pai Tomás", uma trama pensada para ser um sucesso de audiência acabou virando motivo de protesto e de vergonha alheia, acontece que a Colgate-Palmolive no Brasil, que patrocinava as telenovelas da época, exigiu que o papel fosse vivido pelo ator branco Sérgio Cardoso, então o ator teve que pintar-se de preto, usar peruca e rolhas no nariz, isso gerou muitas críticas, pois a população queria um ator negro no papel.
Nos anos 70 a temática das novelas passou a ser a realidade brasileira, então as personalidades negras foram esquecidas, eram apenas papéis como serviçais, subalternos que na maioria das vezes não tinham nem falas, quando tinham era apenas nas tramas paralelas, nada muito importante. A partir de 1975, a Globo passou a fazer adaptações de clássicos da literatura nacional, como Gabriela de Jorge Amado, muitas atrizes negras se candidataram ao papel, mas preferiram escurecer a pele da atriz Sonia Braga.
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No começo do novo milênio, o papel para atores afro-descendentes ainda segue a linha de papéis feitos a partir da cor de sua pele, em uma pesquisa feita pela Revista da TV, do Jornal O Globo, foi perguntado à atores e autores se eles acreditavam em uma maior participação de negros na TV, todos responderam que houve muitos avanços, contudo ainda havia um longo caminho a ser percorrido para que haja uma efetiva inclusão. É necessários que as telenovelas, retratem de maneira mais fidedigna as relações sociais do Brasil multicutural que existe, que se acabe os preconceitos velados e enraizados das grandes mídias.
“Antigamente o pelourinho era o pau e o chicote. Hoje está nos meios de comunicação de massa. Somos chicoteados a toda hora em nossa auto-
estima.”
Antônio Pi
tanga
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ResponderExcluirXica da, Xica da, Xica da, Xica da Silvaa A Neeeeeeeeeeeeeegra.
ResponderExcluirDas Helenas de Manoel Carlos apenas uma foi interpretada por uma atriz negra que foi a Taís Araújo, a mesma além de ter sido a primeira protagonista das novelas também foi a primeira protagonista negra da Globo em "Da cor do pecado, 2004". O marido dela, Lázaro Ramos, viveu um personagem garanhão em "Insensato Coração, 2011", só que as pessoas não se identificavam com ele, tanto é que surgiu uma sátira através do quadro "Lázaro Ramos da vida real" no programa "Pânico na TV". A Helena de Taís Araújo também não teve grande destaque, tanto é que ela acabou perdendo espaço para outras tramas. Essa discussão vai além, pois qual será o motivo para esses personagens negros não terem dado certo? Será que era apenas culpa do roteiro? Será que ainda é o "gene" racista enraizado no brasileiro ou apenas uma soma de fatores que contribuiu para essa mais que mera coincidência?